FCO
TAXONOMIA DE BLOOM REVISADA

A Terminologia
da Taxonomia.

Conceitos fundamentais para compreender a estrutura e o uso da Tabela Taxonômica.

Termos para compreender

Pesquise um conceito ou percorra a terminologia. Abra cada item para consultar a explicação e sua relação conceitual.

Digite uma palavra para localizar termos e explicações que contenham o conteúdo pesquisado.

adaptação da Taxonomia+

Recomendação de ajustar o quadro às necessidades de disciplinas, contextos e finalidades, preservando seu uso como ferramenta e não como camisa de força.

alinhamento+

Grau de correspondência entre objetivos, atividades instrucionais e avaliações. A Tabela permite comparar esses componentes em um mesmo sistema de categorias.

alinhamento instrução-avaliação+

Correspondência entre aquilo que os estudantes têm oportunidade de aprender durante a instrução e aquilo que é exigido na avaliação.

alinhamento objetivo-avaliação+

Correspondência entre a aprendizagem declarada no objetivo e aquilo que a avaliação efetivamente exige do estudante.

alinhamento objetivo-instrução+

Correspondência entre o objetivo e as atividades, materiais e oportunidades de aprendizagem oferecidas.

alinhamento tarefa-critérios+

Correspondência entre o que a tarefa pede ao estudante e os critérios usados para julgar seu desempenho.

analisar+

Decompor o material em partes e determinar como elas se relacionam entre si e com uma estrutura ou finalidade geral.

análise de vinhetas+

Processo de classificar objetivos, atividades e avaliações das unidades apresentadas nos capítulos 8 a 13 e examinar as quatro questões centrais.

análise na Taxonomia original+

Categoria original mantida como Analisar, com processos específicos diferenciar, organizar e atribuir.

apelos em comerciais+

Categorias usadas na vinheta de nutrição para analisar como anúncios procuram persuadir, servindo como exemplo de conhecimento conceitual e processos de compreensão e análise.

aplicabilidade+

Critério prático para julgar o valor de um quadro conceitual: sua utilidade, amplitude de uso e impacto em problemas reais de educação.

aplicação na Taxonomia original+

Categoria original preservada em sentido geral como Aplicar, agora detalhada em executar e implementar.

aplicar+

Executar ou usar um procedimento em uma situação. Inclui executar e implementar.

aprendizagem mecânica+

Aprendizagem centrada principalmente na retenção, com capacidade limitada de transferência para situações novas.

aprendizagem pretendida+

Aquilo que se espera que o estudante venha a saber e a ser capaz de fazer. A Taxonomia torna essa intenção mais explícita ao combinar conhecimento e processo cognitivo.

aprendizagem significativa+

Aprendizagem em que o estudante constrói relações que permitem compreender e usar o conhecimento, favorecendo transferência.

artes da linguagem+

Área citada como exemplo de adaptação do quadro original a um campo disciplinar específico.

atividade instrucional+

Ação planejada para apoiar a aprendizagem. O livro distingue atividade de objetivo: a atividade é um meio, enquanto o objetivo descreve a aprendizagem pretendida.

atribuir+

Determinar ponto de vista, viés, valores ou intenção subjacente a uma comunicação ou material.

ausência de aprendizagem+

Situação em que o estudante não retém nem consegue usar adequadamente o que foi ensinado. O livro a contrasta com aprendizagem mecânica e significativa.

autoconhecimento+

Conhecimento das próprias forças, limitações, níveis de compreensão e características como aprendiz.

automatização+

Desenvolvimento de desempenho rápido e eficiente em procedimentos ou fatos que foram amplamente praticados. Aparece em discussões sobre domínio e fluência, como na vinheta de fatos de adição.

autorregulação+

Ajuste deliberado de estratégias, esforço ou procedimentos a partir do monitoramento da própria cognição.

avaliação+

Processo de obter evidências sobre aprendizagem em relação a objetivos. Pode assumir formas formais, informais, formativas, somativas ou de desempenho.

avaliação autêntica+

Avaliação que procura aproximar tarefas de contextos ou usos significativos do conhecimento, em contraste com formatos muito descontextualizados.

avaliação de conhecimento metacognitivo+

Desafio de avaliar objetivos metacognitivos sem reduzir o fenômeno a respostas artificiais. O livro destaca a necessidade de tarefas e evidências adequadas ao tipo de conhecimento.

avaliação de desempenho+

Avaliação em que o estudante produz, executa ou demonstra uma tarefa complexa. O livro discute vantagens e desafios de critérios e pontuação.

avaliação externa+

Avaliação produzida ou administrada fora do controle direto do professor, como exames estaduais. Pode criar tensões de alinhamento com objetivos e instrução locais.

avaliação formal+

Procedimento planejado e explicitamente reconhecido como avaliação.

avaliação formativa+

Avaliação usada durante o processo de aprendizagem para informar ajustes no ensino e no estudo.

avaliação informal+

Coleta de evidências integrada às interações e atividades de sala de aula, sem necessariamente assumir a forma de teste ou tarefa formal.

avaliação na Taxonomia original+

Categoria original reformulada como Avaliar e reposicionada antes de Criar.

avaliação somativa+

Avaliação usada para sintetizar ou julgar aprendizagem ao final de um período, unidade ou sequência.

avaliar+

Fazer julgamentos com base em critérios e padrões. Inclui verificar e criticar.

capítulo 14+

Capítulo que sintetiza generalizações das vinhetas e discute problemas persistentes da instrução, incluindo transferência, tipos de conhecimento, avaliação e alinhamento.

capítulo 15+

Capítulo que compara a Taxonomia com estruturas alternativas de objetivos e aprendizagem, examinando semelhanças, diferenças e possibilidades de integração.

capítulo 17+

Capítulo final que apresenta limites, questões abertas e possibilidades de desenvolvimento futuro da Taxonomia.

célula da Tabela da Taxonomia+

Interseção entre um tipo de conhecimento e uma categoria de processo cognitivo. Um objetivo pode ser localizado em uma célula para tornar explícita a aprendizagem pretendida.

ciências+

Área recorrente nas vinhetas e nos exemplos de uso da Tabela, além de aparecer em adaptações disciplinares.

classificação de objetivos+

Processo de localizar um objetivo na Tabela da Taxonomia a partir da análise do processo cognitivo e do conhecimento envolvidos. Pode exigir evidências adicionais quando o enunciado é ambíguo.

classificar+

Determinar que um exemplo ou caso pertence a determinada categoria.

combinação verbo-substantivo+

Heurística de classificação em que o verbo oferece pistas sobre o processo cognitivo e o substantivo ou sintagma nominal oferece pistas sobre o conhecimento. O livro recomenda interpretar ambos em contexto.

comentário final das vinhetas+

Parte em que os autores retomam as questões de aprendizagem, instrução, avaliação e alinhamento após a descrição de cada unidade.

comparar+

Detectar correspondências, semelhanças e diferenças relevantes entre ideias, objetos, eventos ou situações.

complexidade cognitiva+

Continuum usado para ordenar, de modo geral, as categorias do processo cognitivo do menos ao mais complexo. A revisão admite sobreposição entre categorias e não sustenta uma hierarquia cumulativa rígida.

comportamento+

Termo historicamente associado à formulação de objetivos, mas que o livro distingue de processo cognitivo. A revisão procura descrever o que o estudante faz cognitivamente, e não apenas um comportamento observável.

compreender+

Construir significado a partir de mensagens instrucionais orais, escritas ou gráficas. Inclui interpretar, exemplificar, classificar, resumir, inferir, comparar e explicar.

compreensão na Taxonomia original+

Categoria original reformulada como Compreender, com definição mais ampla e processos específicos mais próximos da linguagem usada por professores.

concretude do conhecimento+

Continuum geral da dimensão do conhecimento, do factual mais concreto ao metacognitivo mais abstrato, embora o livro reconheça sobreposições entre os tipos.

conexões entre conhecimentos+

Relações que o estudante estabelece entre elementos de conhecimento; processos complexos podem ampliar a probabilidade de construir essas conexões.

conhecimento abstrato+

Conhecimento menos ligado a detalhes isolados e mais ligado a princípios, estruturas, estratégias ou compreensão da própria cognição.

conhecimento conceitual+

Conhecimento das inter-relações entre elementos básicos dentro de uma estrutura mais ampla que lhes dá organização e significado.

conhecimento condicional+

Conhecimento de quando e por que uma estratégia ou procedimento deve ser usado.

conhecimento contextual+

Conhecimento de como o contexto altera a pertinência ou dificuldade de estratégias e tarefas cognitivas.

conhecimento de algoritmos+

Conhecimento de sequências ou regras de passos que podem ser usadas para executar uma tarefa ou resolver um tipo de problema.

conhecimento de categorias+

Conhecimento de agrupamentos conceituais que organizam elementos segundo atributos comuns.

conhecimento de classificações+

Subtipo conceitual que envolve sistemas de classes e relações de pertencimento entre exemplos e categorias.

conhecimento de detalhes específicos+

Subtipo de conhecimento factual relativo a informações, acontecimentos, recursos, pessoas, datas ou elementos particulares considerados relevantes.

conhecimento de elementos específicos+

Conhecimento factual sobre unidades discretas de informação que precisam ser recuperadas ou reconhecidas em uma disciplina.

conhecimento de estruturas+

Conhecimento da organização interna de um sistema e das relações entre suas partes.

conhecimento de generalizações+

Conhecimento de enunciados amplos que sintetizam regularidades e relações aplicáveis a vários casos.

conhecimento de habilidades específicas+

Subtipo procedimental relativo a habilidades próprias de uma disciplina, como técnicas ou rotinas especializadas.

conhecimento de métodos+

Conhecimento de procedimentos sistemáticos de uma área, incluindo métodos de investigação e formas de trabalho reconhecidas no domínio.

conhecimento de modelos+

Conhecimento de representações organizadas usadas para explicar, descrever ou prever sistemas e relações.

conhecimento de princípios+

Conhecimento de proposições gerais que descrevem relações entre fenômenos, conceitos ou variáveis.

conhecimento de tarefas cognitivas+

Conhecimento das demandas de diferentes tarefas e de como características contextuais afetam a escolha de estratégias.

conhecimento de técnicas+

Conhecimento de maneiras disciplinares de realizar investigações, análises, produções ou outras tarefas.

conhecimento de teorias+

Conhecimento de sistemas explicativos organizados que relacionam conceitos e princípios para compreender um domínio.

conhecimento de terminologia+

Subtipo de conhecimento factual que abrange vocabulário técnico, símbolos, nomes e termos próprios de uma área.

conhecimento estratégico+

Conhecimento de estratégias gerais para aprender, pensar, resolver problemas e organizar informações.

conhecimento factual+

Elementos básicos que o estudante precisa conhecer para familiarizar-se com uma disciplina ou resolver problemas nela. Inclui terminologia, detalhes e elementos específicos.

conhecimento metacognitivo+

Conhecimento sobre a cognição em geral e sobre a própria cognição. Inclui estratégias, compreensão das demandas das tarefas e autoconhecimento.

conhecimento na Taxonomia original+

Categoria da estrutura original que reunia tanto conteúdo quanto operações relacionadas a recordar. Na revisão, o aspecto substantivo torna-se dimensão do conhecimento e o aspecto verbal torna-se Lembrar.

conhecimento procedimental+

Conhecimento de como fazer algo, incluindo habilidades, algoritmos, técnicas, métodos e critérios para escolher procedimentos.

consciência metacognitiva+

Capacidade de reconhecer aspectos do próprio conhecimento e da própria atividade cognitiva. No livro, essa consciência ajuda a sustentar monitoramento e regulação.

construção do conhecimento+

Visão de aprendizagem significativa em que o estudante organiza novas informações em estruturas de conhecimento que podem ser compreendidas e usadas.

conteúdo da matéria+

Assunto disciplinar ensinado. A revisão distingue conteúdo da matéria de tipos de conhecimento, porque conteúdos diferentes podem exigir formas semelhantes de conhecimento.

contexto de aprendizagem+

Situação em que conhecimento e processos são aprendidos e usados. A transferência exige reconhecer o que permanece relevante ao mudar de contexto.

conversa sobre avaliação+

Interação avaliativa na qual professor e estudantes examinam evidências e raciocínio durante a aprendizagem. Na vinheta dos vulcões, funciona como avaliação formativa.

criar+

Reunir elementos para formar um todo novo e coerente ou reorganizá-los em uma nova estrutura. Inclui gerar, planejar e produzir.

critérios+

Padrões usados para julgar a qualidade, correção ou adequação de um processo ou produto. São centrais em Avaliar e em avaliações de desempenho.

critérios de pontuação+

Regras usadas para atribuir valor ao desempenho do estudante. O livro destaca que devem ser coerentes com as expectativas apresentadas na tarefa.

critérios para usar procedimentos+

Conhecimento sobre quando e por que determinado procedimento, método ou técnica é apropriado em uma situação.

criticar+

Julgar um produto, procedimento ou solução com base em critérios externos ou padrões apropriados.

desalinhamento+

Inconsistência entre o que se pretende aprender, o que é ensinado e o que é avaliado. Pode comprometer interpretação dos resultados e eficácia do ensino.

dezenove processos cognitivos+

Conjunto de processos específicos distribuídos pelas seis categorias do processo cognitivo. A revisão escolhe verbos mais próximos da linguagem de ensino e avaliação.

diferenciação entre objetivo e atividade+

Distinção necessária para evitar classificar como objetivo aquilo que apenas descreve o que professor ou estudante fará durante a instrução.

diferenciar+

Distinguir partes relevantes de irrelevantes ou importantes de menos importantes em relação a uma estrutura ou propósito.

dimensão do conhecimento+

Eixo da Tabela da Taxonomia que organiza quatro tipos de conhecimento: factual, conceitual, procedimental e metacognitivo.

dimensão do processo cognitivo+

Eixo da Tabela da Taxonomia que organiza Lembrar, Compreender, Aplicar, Analisar, Avaliar e Criar, com seus processos específicos.

distinções disciplinares+

Diferenças importantes entre áreas que podem justificar subcategorias ou ajustes específicos na Taxonomia.

domínio afetivo+

Campo relacionado a atitudes, valores, motivação e disposições. A revisão não o incorpora como terceira dimensão, mas reconhece pontos de contato com a metacognição.

domínio cognitivo+

Campo relacionado a conhecimento, compreensão e pensamento. O livro revisa especificamente esse domínio, embora reconheça relações com os domínios afetivo e psicomotor.

domínio psicomotor+

Campo ligado a habilidades motoras e desempenho físico, citado em discussões de quadros alternativos que tentam integrar mais de um domínio.

duas dimensões+

Mudança estrutural central da revisão: separação entre tipos de conhecimento e processos cognitivos, permitindo combinações em uma matriz.

educação artística+

Área citada entre adaptações disciplinares da Taxonomia.

educação médica+

Exemplo histórico de área em que a Taxonomia original foi modificada para atender necessidades disciplinares específicas.

especificidade dos objetivos+

Grau de amplitude ou detalhamento com que um objetivo é formulado. O livro discute vantagens e problemas de objetivos muito gerais ou excessivamente específicos.

estratégia de aprendizagem+

Procedimento mental ou comportamental usado deliberadamente para apoiar compreensão, memorização, resolução de problemas ou autorregulação.

estratégia imposta externamente+

Estratégia inicialmente ensinada ou estruturada pelo professor por meio de guias, rubricas, quadros ou procedimentos.

estratégia metacognitiva+

Estratégia voltada ao planejamento, monitoramento ou avaliação do próprio pensamento e aprendizagem.

estrutura de conhecimento+

Organização de conceitos, relações, procedimentos e estratégias que dá coerência ao que o estudante sabe.

estrutura dos objetivos+

Modo como os objetivos articulam o processo cognitivo esperado e o conhecimento sobre o qual esse processo opera. Essa estrutura sustenta a classificação bidimensional.

estudos empíricos da Taxonomia+

Pesquisas examinadas no capítulo 16 para avaliar relações entre categorias, ordem de complexidade e estrutura hierárquica.

estudos sociais+

Área usada em exemplos de classificação e também citada entre adaptações do quadro.

evidência+

Informação usada para sustentar explicações, classificações, avaliações ou decisões. Nas vinhetas, o uso de evidências aparece ligado a análise, avaliação e argumentação.

evidência de ordem hierárquica+

Resultados que apoiam, em graus diferentes, a ideia de aumento de complexidade entre categorias. O livro destaca apoio mais forte para algumas categorias intermediárias do que para uma hierarquia cumulativa completa.

executar+

Aplicar um procedimento a uma tarefa familiar, em que o procedimento apropriado é relativamente evidente.

exemplificar+

Encontrar ou produzir um exemplo específico que represente um conceito ou princípio.

explicação alternativa+

Possível interpretação ou hipótese diferente para um conjunto de evidências. Na vinheta dos vulcões, gerar alternativas é valorizado, mas precisa estar alinhado às instruções e critérios.

explicar+

Construir um modelo de causa e efeito de um sistema ou fenômeno.

fatos de adição+

Conhecimento matemático básico usado na vinheta do capítulo 10 para discutir memorização, prática, estratégias e desempenho.

fonte múltipla de evidência+

Princípio de que a classificação de objetivos, atividades e avaliações deve recorrer a mais de uma pista quando a formulação é ambígua.

forte alinhamento+

Situação em que objetivos, atividades instrucionais e avaliações convergem nas mesmas células relevantes da Tabela da Taxonomia.

generalizações das vinhetas+

Conclusões extraídas do conjunto das seis vinhetas no capítulo 14 para discutir problemas recorrentes da instrução em sala de aula.

gerar+

Produzir hipóteses, possibilidades ou alternativas que atendam a determinados critérios.

guia de pontuação+

Conjunto de orientações para julgar respostas ou produtos. Nas vinhetas, guias também podem funcionar como suporte estratégico para estudantes.

hierarquia cumulativa original+

Ideia de que dominar uma categoria superior exigiria dominar todas as inferiores e de que as categorias não deveriam se sobrepor. A revisão abandona essa exigência rígida.

hierarquia não cumulativa+

Ideia de que as seis categorias mantêm uma ordem geral de complexidade, mas o domínio de uma categoria superior não exige necessariamente domínio completo de todas as inferiores.

Higher-Level Thinking Skills+

Expressão em inglês para habilidades de pensamento de maior complexidade relativa, representadas no FOCO pelas categorias Analisar, Avaliar e Criar; envolvem maior elaboração intelectual, tomada de decisão fundamentada e produção de respostas originais.

HOTS+

Sigla de Higher-Level Thinking Skills, usada para reunir habilidades de pensamento de maior complexidade relativa, geralmente associadas a Analisar, Avaliar e Criar; elas exigem examinar relações, formular julgamentos fundamentados ou produzir algo novo.

implementar+

Usar um procedimento em uma tarefa não familiar, exigindo selecionar e adaptar o procedimento à situação.

inclusividade dos objetivos+

Extensão do conteúdo, comportamento ou aprendizagem abrangida por um objetivo. Está ligada ao problema de equilibrar clareza, abrangência e utilidade curricular.

inferir+

Chegar a uma conclusão lógica com base nas informações apresentadas, incluindo extrapolar, interpolar ou prever.

integração do domínio afetivo+

Possibilidade futura de incorporar mais explicitamente atitudes, valores e motivação ao quadro, embora isso aumente sua complexidade.

interpretar+

Mudar informação de uma forma de representação para outra, como parafrasear, traduzir, esclarecer ou representar.

lembrar+

Recuperar conhecimento relevante da memória de longo prazo. Inclui reconhecer e recordar.

limites da Taxonomia+

Reconhecimento de que o quadro não representa toda a complexidade da aprendizagem, da motivação, do contexto ou dos domínios educacionais.

linguagem dos professores+

Vocabulário e formas de expressão usadas na prática docente. A revisão procura aproximar as categorias dessa linguagem, mesmo que isso permita alguma sobreposição.

lista de verificação+

Instrumento que explicita etapas ou critérios para apoiar execução, monitoramento e revisão de tarefas.

LOTS+

Sigla de Lower-Level Thinking Skills, usada para reunir habilidades de pensamento de menor complexidade relativa, geralmente associadas a Lembrar, Compreender e Aplicar; essas habilidades sustentam aprendizagens básicas e preparam o estudante para operações cognitivas mais exigentes.

Lower-Level Thinking Skills+

Expressão em inglês para habilidades de pensamento de menor complexidade relativa, representadas no FOCO pelas categorias Lembrar, Compreender e Aplicar; não significa que sejam pouco importantes, pois formam a base para aprendizagens progressivamente mais complexas.

matemática+

Área em que o quadro foi adaptado e que também fornece exemplos de objetivos e tarefas ao longo do livro.

meta-análise+

Síntese quantitativa usada no capítulo 16 para reunir evidências de estudos sobre a estrutura da Taxonomia original.

monitoramento+

Acompanhamento da própria compreensão, decisões ou desempenho durante uma tarefa. É componente importante da metacognição.

mudança de substantivos para verbos+

Alteração terminológica em que as categorias do processo passam a ser nomeadas por verbos, aproximando o quadro da linguagem de objetivos e ações cognitivas.

objetivo educacional+

Enunciado do que se pretende que o estudante aprenda. No esquema revisado, costuma ser interpretado pela combinação entre um verbo, que sugere o processo cognitivo, e um substantivo ou sintagma nominal, que sugere o tipo de conhecimento.

objetivo global+

Objetivo amplo, geralmente formulado para períodos extensos ou finalidades educacionais gerais. O livro o distingue de objetivos educacionais e instrucionais mais específicos.

objetivo instrucional+

Objetivo mais específico e próximo das decisões concretas de ensino em uma unidade ou aula. Sua especificidade facilita a seleção de atividades e avaliações coerentes.

organizar+

Determinar como elementos se ajustam ou funcionam dentro de uma estrutura, formando uma configuração coerente.

pensar em voz alta+

Estratégia em que processos de pensamento são verbalizados para tornar decisões e procedimentos mais visíveis. Aparece como recurso instrucional em discussões sobre escrita.

planejar+

Elaborar um procedimento ou plano para realizar uma tarefa ou alcançar um objetivo.

ponte entre cognição e afeto+

Papel potencial do conhecimento metacognitivo ao incluir monitoramento, escolha de estratégias e questões de motivação, aproximando aspectos cognitivos e afetivos.

prática+

Oportunidade repetida de executar processos ou estratégias, importante para retenção, fluência e internalização de procedimentos.

problemas não resolvidos+

Questões discutidas no capítulo 17 que permanecem abertas mesmo após a revisão, incluindo relações com outros domínios, complexidade e uso do quadro.

processo cognitivo+

Operação mental que o estudante realiza sobre algum conhecimento. Na Taxonomia revisada, os processos são organizados em seis categorias e dezenove processos específicos.

processo cognitivo contextualizado+

Processo entendido em relação ao conteúdo, à tarefa e à situação em que ocorre. O livro observa que os processos ganham sentido pedagógico quando vinculados a conhecimento e contexto.

processo cognitivo descontextualizado+

Descrição abstrata do processo cognitivo sem referência imediata a um conteúdo específico. A Taxonomia usa essa abstração para permitir comparação entre disciplinas.

processo de escrita+

Conjunto de procedimentos de planejamento, produção, revisão e edição mobilizados na escrita de relatórios.

processos cognitivos complexos+

Processos como Analisar, Avaliar e Criar, frequentemente úteis para transferência, resolução de problemas e desenvolvimento de estratégias metacognitivas.

processos cognitivos simples+

Processos de menor complexidade relativa, como muitas formas de Lembrar e algumas de Compreender ou Aplicar. Podem ser objetivos finais ou etapas apoiadas por processos mais complexos.

processos de ordem superior+

Expressão usada para processos mais complexos, especialmente Analisar, Avaliar e Criar. O livro alerta que eles precisam sempre operar sobre algum conhecimento.

produzir+

Construir ou inventar um produto que satisfaça requisitos ou propósitos definidos.

quadro comparativo+

Estrutura usada na vinheta de Macbeth para orientar comparações segundo critérios; o livro destaca seu potencial para tornar-se estratégia metacognitiva quando abstraída do conteúdo específico.

quadros alternativos+

Taxonomias e sistemas analisados no capítulo 15 para colocar a revisão em perspectiva e mostrar outras formas de organizar objetivos, conteúdos e desempenhos.

qualidade da apresentação+

Critério que pode ser avaliado em tarefas escritas, mas que precisa ser explicitado ao estudante quando faz parte da pontuação.

questão da aprendizagem+

Pergunta sobre o que é importante que os estudantes aprendam diante do tempo disponível. A Tabela da Taxonomia ajuda a tornar visíveis as escolhas curriculares.

questão da avaliação+

Pergunta sobre como selecionar ou criar procedimentos que forneçam informações válidas sobre o que os estudantes aprenderam.

questão da instrução+

Pergunta sobre como planejar e oferecer ensino capaz de produzir altos níveis de aprendizagem em relação aos objetivos.

questões centrais+

Conjunto das quatro perguntas sobre aprendizagem, instrução, avaliação e alinhamento que orientam o uso da Taxonomia ao longo do livro.

reconhecer+

Localizar na memória de longo prazo conhecimento compatível com material apresentado.

recordar+

Recuperar conhecimento relevante da memória de longo prazo sem depender de uma alternativa explicitamente apresentada.

reflexão sobre estratégias+

Análise das estratégias usadas e de sua relação com a aprendizagem. O livro sugere que essa reflexão ajuda estratégias ensinadas externamente a tornarem-se conhecimento metacognitivo.

relação conhecimento-processo+

Princípio de que um processo cognitivo deve ser interpretado em relação ao tipo de conhecimento sobre o qual opera.

reordenação de Avaliar e Criar+

Mudança em que Criar passa a ocupar a posição superior em complexidade relativa, acima de Avaliar.

restrição do uso de objetivos+

Problema de tratar objetivos como prescrições rígidas ou adequadas a todas as situações. O livro reconhece contextos em que resultados expressivos ou imprevistos também importam.

resumir+

Abstrair um tema geral ou os pontos principais de um conjunto de informações.

retenção+

Capacidade de manter e recuperar o que foi aprendido. Lembrar está especialmente ligado à retenção.

rubrica+

Instrumento que explicita critérios e níveis de qualidade para orientar avaliação e, em alguns casos, também a aprendizagem e a metacognição.

simplificação da realidade+

Característica inevitável de quadros conceituais: selecionar e organizar aspectos da realidade para torná-los manejáveis, assumindo que detalhes ficarão de fora.

síntese na Taxonomia original+

Categoria original que foi reformulada e renomeada como Criar. Na revisão, Criar ocupa a posição de maior complexidade relativa.

sobreposição entre categorias+

Reconhecimento de que alguns processos específicos podem ter complexidade semelhante ou superior à de processos de uma categoria vizinha. A revisão prefere preservar o significado pedagógico dos processos a impor fronteiras rígidas.

solução de problemas+

Uso de conhecimento e processos cognitivos para lidar com tarefas, especialmente novas ou complexas. O livro relaciona solução de problemas a transferência e processos complexos.

substantivo correto+

Recomendação do livro para identificar com precisão o conhecimento realmente visado por um objetivo, em vez de classificar um termo superficial ou secundário.

tabela da Taxonomia+

Matriz que cruza os quatro tipos de conhecimento com as seis categorias do processo cognitivo. Suas células ajudam a classificar objetivos e a comparar objetivos, atividades de ensino e avaliações.

tarefa de avaliação+

Tarefa ou item usado para produzir evidências do que o estudante sabe ou consegue fazer. Deve ser coerente com o processo e o conhecimento do objetivo.

taxonomia de Bloom revisada+

Estrutura bidimensional proposta por Anderson e colaboradores para classificar objetivos educacionais. Ela combina uma dimensão do conhecimento com uma dimensão do processo cognitivo e é usada para analisar aprendizagem, ensino, avaliação e alinhamento.

taxonomia original de Bloom+

Quadro de 1956 para o domínio cognitivo que organizava Knowledge, Comprehension, Application, Analysis, Synthesis e Evaluation. A revisão mantém sua finalidade classificatória, mas altera estrutura, terminologia e relações entre categorias.

tempo instrucional+

Tempo limitado disponível em escolas e salas de aula. O livro o usa para justificar a necessidade de decidir o que é mais importante aprender e de priorizar objetivos.

terceira dimensão+

Hipótese de ampliar a matriz para incluir outro domínio, como o afetivo. O grupo optou por manter duas dimensões para preservar utilidade e simplicidade.

transferência+

Capacidade de usar o que foi aprendido em situações novas. O livro associa a transferência principalmente aos processos além de Lembrar.

unidade curricular+

Conjunto organizado de objetivos, atividades instrucionais e avaliações desenvolvido em torno de um tema ou período de ensino.

unidade instrucional+

Contexto de ensino em que múltiplos objetivos e atividades podem ser combinados; o livro sugere analisar objetivos dentro de unidades, não isoladamente.

uso criativo do quadro+

Emprego flexível da Taxonomia para problemas curriculares e disciplinares particulares, em vez de aplicação mecânica.

uso de processos complexos como meio+

Emprego de Analisar, Avaliar ou Criar em atividades para facilitar a aprendizagem de objetivos menos complexos, sem que esses processos sejam necessariamente o objetivo final.

validade+

Qualidade da interpretação de evidências de avaliação em relação ao que se pretende medir. O alinhamento é uma condição importante para interpretações válidas.

validade de conteúdo+

Adequação da representação do conteúdo e dos objetivos em uma avaliação.

validade instrucional+

Grau em que uma avaliação representa aprendizagem para a qual os estudantes tiveram oportunidade adequada de preparação e ensino.

verificar+

Detectar inconsistências ou falhas internas em um processo ou produto e avaliar se algo funciona como pretendido.

vinheta+

Descrição de uma unidade curricular real ou plausível usada para mostrar como objetivos, atividades e avaliações podem ser analisados com a Tabela da Taxonomia.